DIA(S) DA GRÁVIDA

Passo mal durante a maior parte dos meses de gravidez e os poucos que me restam sabem-me sempre a pouco. Nunca, na vida, tive o ego tão insuflado como durante os últimos meses de gravidez. A verdade é que sinto-me muito bonita, fico muitas vezes a contemplar o meu corpo e isso faz um bem gigante à minha auto-estima. Ouvi por aí dizer que hoje é o dia da grávida e lembrei-me da sessão de fotos que fiz desta ultima gravidez. Claro que ser fotografada pelo Pau Storch faz toda a diferença. Não me canso de dizer que é graças a ele que tenho os melhores registos fotográficos em família e essas memórias são impagáveis. Obrigada Pau!!
Fizemos uma sessão em estúdio (fotos que vos mostro neste post) e outra na serra de Sintra (prometidas para breve). 


Ah, e um grande beijinho a todas as grávidas!!!


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Vou para a escola! E agora? - 11 dicas para ajudar o seu filho

Com o início do ano escolar ao virar da esquina é normal existirem algumas preocupações por parte dos pais e, principalmente, dos mais pequenos. Começar a escola pela primeira vez ou ir para uma nova escola pode ser um momento muito difícil. A maioria das crianças apresenta alguma resistência em adaptar-se a lugares novos ou estar com pessoas que nunca conheceram antes. É normal! Aqui estão algumas dicas para ajudar o seu pequeno no primeiro dia de aulas.


1. Deixe o seu filho saber como vai ser o dia. Diga-lhe quanto tempo vai estar na escola, a que horas começa e quando termina.

2.  Fale com o seu filho sobre os sentimentos - tanto as emoções como as preocupações - acerca de começar a escola.

3. Visite a escola com o seu filho. Descubram zonas comuns como, por exemplo, a biblioteca ou onde ficam as casas-de-banho. Ver sua nova sala de aula e conhecer seu novo professor antes de começar oficialmente.

4. Aponte alguns aspectos positivos da escola. Por exemplo, "vai ser divertido! vais poder fazer novos amigos".

5.  Deixe o seu filho saber que todas as crianças estão nervosas no primeiro dia de aulas e que são normais esses sentimentos. Conte-lhe como foi quando tinha a idade dele e explique-lhe que aconteceu o mesmo consigo.

6.  Deixe um bilhete (pode ser um desenho), na lancheira (ou mochila) do seu filho. Irá lembrá-lo que está a pensar nele enquanto ele está na escola.

7.  Tranquilize o seu filho que, se surgir algum problema na escola, você estará sempre disposto para ajudar a resolvê-lo.

8.  Tente encontrar um colega antes do primeiro dia de aulas, para que já tenha um amigo quando a escola começar.

9.  Informe-se sobre as actividades pós-escolares que o seu filho pode participar. Será que vai haver uma festa de regresso às aulas? Ou será que pode fazer parte de uma equipa de desporto?

10.  Na primeira semana faça um esforço para ir buscá-lo uns minutos mais cedo.

11.  Conversem bastante sobre a nova fase. Ouça-o! É importante que o seu filho tenha atenção da sua parte.


Para ajudar a facilitar o processo, tente fazer a transição com uma boa rotina à noite, pelo menos uma semana antes do início escolar. As crianças, nestas idades, devem dormir cerca de 10/11 horas. O descanso é fundamental, assim como um pequeno-almoço bom e saudável. Irá ajudá-los a estarem mais atentos, concentrados na aprendizagem e nas tarefas escolares. 

Embora seja normal ficar ansioso em qualquer situação nova, algumas crianças desenvolvem sintomas físicos reais, como dores de cabeça ou de estômago, associados ao início das aulas. Se está preocupado que as dificuldades do seu filho possam ir mais além das do nervosismo normal, fale com o professor ou com os profissionais de saúde.


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CINCO ANOS A TODA A VELOCIDADE

Acordaste-me de madrugada e ficamos num alvoroço. Querias vir cá para fora rápido, rápido. Eu estava tão aflita e só pensava que ainda me nascias em casa. O pouco tempo que me deste foi para me enfiar numa ambulância e chegar à maternidade para fazer-te a vontade. Foi por pouco. Lembro-me da enfermeira-parteira dizer "aguente mãe, aguente só mais um bocadinho". Quando me disseram "é agora mãe, já pode vir", não tive de fazer grande esforço pois encarregaste-te de fazer o trabalho praticamente sozinho. Do ventre vieste para o meu peito onde olhei para ti e chamei-te "lobibebé" por teres um cabelo farto e um tufo de pelos no corpo. Naquele dia é que me "caiu a ficha" e mal acreditava que tinha tido um rapaz (sempre pensei que só teria meninas). Foste o primeiro homem que me conquistou para a vida mesmo antes de te ver. Já lá vão cinco anos. Cinco anos e todos os 1825 dias foram passados a amar-te a toda a velocidade, como característica tua deste o primeiro grito que deste ao mundo, sem qualquer medo de me "espetar" na primeira curva. Contigo sinto-me uma mãe bólide, aquela que arranca, preparada para correr todos os dias e, com a velocidade de um raio, para cumprir com todas as obrigações do nosso amor. Uma campeã imbatível e a primeira a ver a bandeira axadrezada, a cortar a meta e a subir ao pódio, dia após dia, erguendo no meu peito a taça das mães vitoriosas onde, lá dentro, bate o meu coração veloz como um meteoro de massa muito brilhante que corre inclusivamente no espaço sideral. 

Parabéns meu amor... meu Tato!




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PARIR PELA TERCEIRA VEZ - CARTA A FAMILIARES E AMIGOS

Queridos familiares e amigos,

Como sabem o António está quase a nascer. Fiquem tranquilos, serão informados quando chegar a hora.
A mamã e o bebé vão estar na MAC (Maternidade Alfredo da Costa) e apesar do cansaço, próprios de um parto, não se importam de receber visitas. Aliás, preferimos que as visitas sejam na maternidade.
No entanto há algumas regras que gostávamos MUITO que respeitassem:

  • Se estiverem doentes, constipados, engripados, com alergias, viroses,... não venham. Uma pequena infecção para um adulto poderá ser uma infecção grave num recém-nascido. 
  • O tempo de visita deve ser curto. Dizer um olá, ver o bebé e dois dedos de conversa são suficientes. Até porque o horário é reduzido (das 14:30h até às 18:00h), só podem entrar duas pessoas de cada vez e há que dar lugar a todos. 
  • Não devem fumar, trazer perfume ou flores. os recém-nascidos são muito sensíveis a odores e estes podem ser prejudiciais. 
  • É normal que quando chegarem o bebé esteja a mamar ou a dormir. Um recém-nascido dorme cerca de 18h e as restantes são para mamar. O pequeno está a dormir na altura da visita? Não, ninguém vai acordar o bebé. Está a mamar? Sim, vão haver mamas à mostra e leite a escorrer pelos mamilos (eu e mais sete). Se a amamentação é algo que vos incomoda também não precisam de vir. Tranquilo.
  • Dispensamos comentários e palpites sobre faz isto ou aquilo, não é assim, é assado, já criei não sei quantos, o bebé tem frio ou calor, quer mamar ou não quer mamar,.... quem andou para aí a ler a enciclopédia 4974 vezes de "como cuidar dos filhos dos outros". Agradecemos a vossa preocupação mas serem "treinadores de bancada" sem que vos seja solicitada ajuda é simplesmente irritante. 
  • O bebé não vai ser "oferecido" para andarem a pegar ao colo, beijar, fazer festinhas, mexer,... não façam este tipo de pedidos. Se não conseguirem resistir aconselhamos a que adquiram um modelo semelhante de bebés que existem nas grandes superfícies comerciais e lojas específicas (por exemplo continente, toysUrs, imaginarium ) e que se chamam nenucos e outros que tais.
  • Fotografias? Sim, são permitidas. Perguntem à mãe. Mas fica já a informação que está fora de questão o uso de flash, pois pode alterar a visão do bebé.
  • Não se esqueçam que nesta família existem mais duas crianças (a Leonor e o Afonso). Sabemos que o nascimento do António é a novidade e há sempre uma grande tendência para falar sobre isso aos miúdos. Agradecemos que não os "bombardeiem" com perguntas e conversas sobre o bebé. Isso só vai fazê-los sentirem-se em segundo plano e que o bebé lhes veio "roubar" o lugar. Quando estiverem com a Leonor e o Afonso interessem-se apenas por eles e pelas suas coisas. 
  • Como sabem no primeiro mês não recebemos visitas em casa. Mãe e bebé vão estar a adaptar-se à nova fase (amamentação, sono, rotinas,...) que traz sempre um cansaço acrescido.
  • Depois de um parto é normal a alteração hormonal da mãe - mais conhecida por baby blues- um período em que a mãe fica mais sensível, melancólica, triste,... Irritabilidade e choro fácil são comuns. É um momento chato e que precisa de alguma atenção, sob pena de poder descambar para algo pior - depressão pós-parto. Por isso, toda a compreensão, apoio e ajuda são necessárias. 
  • Querem realmente ajudar? Podem começar por respeitar os pontos acima mencionados. 

Qualquer dúvida, informação, reclamação,... perguntem e/ou liguem para o pai. 

Beijos mil

Olga Reis 




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ANTÓNIO - O OBEDIENTE

Já estou a perder o rolhão mucoso desde a semana passada. A obstetra, depois de me examinar, disse que o parto estava iminente.  
"Pedi" ao meu António para que aguentasse cá dentro, pelo menos, mais uma semana para tratar de tudo o que me faltava - preparar o quarto, a roupa, a mala de maternidade (que só foi feita hoje), a sessão fotográfica e conseguir ir ao babyshower que as amigas organizaram. 
Confesso que nesta gravidez deixei tudo para o fim. Não sei se por ser o relaxamento de uma terceira gravidez ou se pela perseguição constante deste pensamento de última gravidez aliado a uma angústia de não querer abandonar esta minha condição física que tanto adoro. Sim, muito provavelmente, ambas.
Se tenho curiosidade em conhecer este meu menino? Claro que sim! mas a simbiose que vivo por o ter cá, por ser só meu, por o não partilhar e só eu o sentir (chamem-me egoísta) satisfaz e apazigua esse interesse físico que, verdade seja dita, já está para muito breve. 
Sinto as velhacas das hormonas a prepararem-se para o tal blues puerperal. Juro que as sinto! Algumas já se manifestam com a irritabilidade e o choro fácil. 
O António tem sido um doce. Um bonzinho. Lá se aguentou e fez-me as vontades todas. Já não posso "exigir" mais. Que a partir de agora seja feita a sua vontade.



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MÃAAEEE... TIVE UM SONHO MAU! - AS CRIANÇAS E OS PESADELOS

A ocorrência de pesadelos nas crianças é um problema que preocupa com alguma frequência os pais. O pequeno acorda assustado, muitas vezes a chorar e lembra-se do que sonhou. 

As crianças começam a ter sonhos simbólicos por volta dos dois anos e, normalmente, só começam a relatá-los por volta dos três. Mesmo nesta idade podem não ser capazes de distinguir com facilidade o sonho da realidade, mas conseguem denunciar algum conteúdo do sonho. Aos cinco anos serão capazes de entender que tiveram um pesadelo ao acordar, embora ainda sintam os efeitos do sonho por mais algum tempo depois de terem despertado.

Os pesadelos são sonhos assustadores que geralmente são o reflexo de conflitos emocionais das crianças e que estão particularmente relacionados com as etapas de desenvolvimento. Por exemplo, as crianças que estão a “trabalhar” a angústia de separação podem ter sonhos sobre a perda dos pais, não ser capaz de vê-los ou não ter acesso físico a eles. Os que estão a deixar as fraldas ou a aprender a utilizar o penico podem ter sonhos que simbolicamente refletem a deceção dos pais, ou uma perda de aprovação e amor, podendo intensificar-se se a criança está a ter alguma dificuldade em controlar os descuidos e aos olhos dos pais é mal sucedido. Entre os três e os seis anos, há uma onda de pesadelos provocados por dois aspectos particulares do desenvolvimento emocional: a consciência de impulsos agressivos e impulsos sexuais. Atenção! eu disse "consciência", isto porque, as crianças exibem comportamentos agressivos antes dos três anos, mas não têm consciência de que essa agressão vem de dentro delas, o que só acontece algum tempo depois dos três.

O aumento da consciência anda de mãos dadas com o desenvolvimento de um auto-conceito que está cristalizado em torno do mesmo tempo. Como as crianças se tornam conscientes de si mesmas como seres individuais com a sua própria vida emocional, também se vão familiarizando com as próprias emoções negativas, como a raiva, o ciúme, a inveja, etc... E, neste sentido, os pesadelos servem um propósito em particular na relação dos impulsos agressivos - eles permitem que a criança projecte no sonho a intensidade das emoções que o oprimem. O monstro não é nada mais nada menos que uma representação de impulsos agressivos da criança.

Nos impulsos sexuais é um pouco diferente. Por volta dos cinco anos, as crianças tornam-se muito conscientes das diferenças de gênero. Por um lado, percebem que são um menino ou uma menina e começam a fazer as identificações com o mesmo sexo, por outro lado, podem sentir alguma atração pelo sexo oposto, que no princípio é visível nas suas relações com os pais, em que os meninos falam sobre crescer e casar com a mãe, colocando o pai de lado e as meninas tendem a namoriscar com o pai, vestir-se para ele, enfeitar-se na frente dele, dizer que o pai é o príncipe, enquanto a mãe está excluída. Os pesadelos relacionados com esta etapa de desenvolvimento são normalmente chamados de pesadelos edipianos e giram em torno do conflito de alternância de querer substituir o pai do mesmo sexo aos olhos do outro progenitor e a culpa por ter tais sentimentos. Às vezes os sonhos refletem o medo da criança ou do reconhecimento de que o progenitor a quem ela deseja substituir é maior, mais forte e mais poderoso e, finalmente, capaz de vencer a batalha. Mais uma vez, a representação do sonho poderoso em forma de monstros, criaturas gigantescas e enormes servem o propósito de actuar em função dos conflitos da criança.

Deixo aqui algumas sugestões, no sentido de ajudar os pequenos (e pais) a lidar com os pesadelos:



O importante para os pais é reconhecer que a maioria destes pesadelos são normais e passam com o tempo, por volta dos sete/oito anos de idade, não havendo por isso razão para grandes preocupações. No entanto se estes se tornarem muito frequentes e impedirem de uma forma sistemática que a criança repouse poderá ser importante consultar um especialista.



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BOM DIA MUNDO #57


Fotografia de Rishit Temkar


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