Alimentar a magia do Natal

Porque as minhas crianças são apenas crianças, e é isso que elas querem ser, por agora, faz-me todo o sentido alimentar a magia do Natal e a existência de um gordinho vestido de vermelho e barbas brancas que na noite de Natal precorre o mundo, num trenó puxado por renas e deixa um presente a todas as crianças (mesmo sabendo que, infelizmente, nem todas terão o seu presente).
Eu quero fantasiar com os meus filhos e alimentar, enquanto possível, esta figura dentro do imaginário e nos corações deles. Pois o que é a infância se não a fantasia, a magia do impossível e a suposta veracidade dos sonhos? E se existe a crença do Pai Natal e todo um encantamento à volta disso, porquê destrui-lo?
Curiosamente é, também, nesta altura que se ouvem muitas opiniões de pessoas que falam sobre o “verdadeiro espírito de Natal” tão esquecido pela sociedade capitalista e, consequentemente, consumista. Todos estamos conscientes disso mas, sinceramente, acho que este tipo de publicação mata o Pai Natal em cada uma dessas páginas. Para quê? Para ceder espaço a uma caridade que, às vezes, me parece duvidosa e uma religiosidade altamente verborrágica? Desculpem-me os mais aficcionados pelas demais vertentes natalícias, mas esta é só a minha opinião e eu não serei mais uma "assassina" neste meio virtual.
Permitam que as crianças acreditem enquanto ainda não foram contaminadas pela maldade que impera nas pessoas e pela desesperança que tantos alimentam.
Vida longa ao encanto, à magia e ao sonho infantil de uma realidade mais bonita. E quando a fase adulta das nossas crianças chegar (sim, porque um dia vai chegar) certamente terão vivido uma infância plena de sonhos, que constrói um adulto melhor.

Desejo-vos um mágico e feliz Natal!

ilustração Rebecca Jones



O REI VAI NU também está no FACEBOOK e INSTAGRAM

Sem comentários:

Enviar um comentário