Para saudável ser, bem tenho que comer!


O Afonsini foi um dos milhares de crianças que participaram no estudo "Avaliação do padrão de crescimento, do estado de nutrição e dos hábitos alimentares de crianças dos 12 aos 36 meses residentes em Portugal". Organizado pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa e da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, com o apoio da Direcção Geral de Saúde, este estudo pretende fazer uma caracterização dos hábitos alimentares e estado nutricional das nossas crianças.
A alimentação nesta fase de vida é um importante determinante na saúde das crianças, podendo mesmo condicionar o estado de saúde destas quando forem adultas. Desconhece-se como se alimentam verdadeiramente as crianças desta faixa etária e, assim, pretende-se conhecer bem a alimentação e o crescimento das crianças, tendo em vista a criação de recomendações nacionais na área da alimentação e nutrição.
O estudo demorou cerca de 20 minutos. Foi pedido o meu boletim de grávida e o boletim de saúde do pequeno. O Afonsini foi pesado, medido e esteve sempre bem disposto. Respondi a uma série de questões sobre os hábitos alimentares e saúde do meu homenzinho. Nesta parte fiquei um bocado surpreendida, quando me  perguntaram, por exemplo, se lhe dava chupas, doces, refrigerantes,... a sério?! A verdade é que existem crianças nestas idades a comerem disto. Enfim, continuando...
Quando saímos foi pedido que, durante 3 dias, preenchesse um diário alimentar de tudo o que ele come (nas refeições e fora delas), descrevendo pormenorizadamente os alimentos e as quantidades, bem como o horário e local de consumo. Uma trabalheira é o que devem estar a pensar. Pois é, mas se tal como nós, a maioria participasse, estaríamos a ajudar os nossos pequenos e a outras pessoas no futuro! Certo?
Quando tiver os resultados deste estudo prometo publicar. Assim sendo e até lá, aqui ficam 10 regras a não esquecer no que diz respeito à alimentação e a hábitos alimentares saudáveis:
  1. Ser um bom exemplo;
  2. Estabelecer horários e fazer as refeições em família;
  3. Não fazer as refeições em frente à televisão;
  4. Habituar a criança a mastigar calmamente;
  5. Respeitar as oscilações de apetite e, caso não coma à refeição, não substituir ou compensar mais tarde;
  6. Promover a independência da criança às refeições e estabelecer regras;
  7. Não utilizar os alimentos como recompensa ou castigo;
  8. Ter um papel activo e atento, relativamente às refeições da creche/infantário;
  9. Promover o treino do paladar, introduzindo alimentos diferentes, um a um;
  10. Envolver a criança num estilo de vida activo e saudável.

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