Momentos Sleepy Time #2

Com a chegada de um bebé a vida muda. É verdade que parece cliché, mas até sermos pais nada nos prepara para o que aí vem. Como é que tanto amor cabe no nosso coração? Como é que era a nossa vida antes da sua chegada? Parece que, naquele momento mágico onde vemos pela primeira vez o nosso filho já tão sentido e aguardado, a vida de antes se eclipsa e tudo toma um novo significado. 

Mas mente quem vê nesta fase apenas felicidade. É certo que a felicidade está lá. Mas também lá se encontram a angústia, o medo, o cansaço… E acredito que o cansaço acumulado se paga caro. Não só em termos físicos, mas principalmente a nível relacional. Quando somos submetidos à privação do sono durante muito tempo (em alguns casos, anos!) a nossa relação sofre. Perdemos a lucidez, ficamos irritáveis e discutimos facilmente. A mãe culpa interiormente o pai porque sente que ele não a ajuda o suficiente. O pai sente-se colocado de lado já que a ligação entre mãe e filho nos primeiros meses é muito poderosa. É uma altura das nossas vidas muito feliz, mas nada fácil. 

Não podemos esperar que o nosso bebé com poucas semanas de vida durma 12h seguidas. Era um sonho, não era? Mas podemos ir preparando o caminho para que, quando chegar a altura, o nosso filhote tenha apreendido os mecanismos fisiológicos que o permitem oferecer-nos noites descansadas.

Há, para isso, duas regras de ouro. 

Sempre que possível deixá-lo adormecer sozinho (tanto de dia como de noite) na sua caminha. É importante que ele não dependa de ninguém para adormecer pois só assim, quando acordar durante à noite, conseguirá voltar a dormir sem precisar da nossa presença.

Também é muito importante criar uma rotina agradável que se repita todas as noites à mesma hora. Os bebés gostam de previsibilidade e de saber o que vai acontecer. Por isso, mesmo que nos pareça que ele não entende, é essencial apostar numa rotina que o conforte e lhe prepare o soninho. 

Estas duas regras vão ajudar, e muito, a que os nossos bebés percebam que chegou a hora de fechar os olhinhos e dormir sem guerras. Tranquilamente.

Filipa Sommerfeldt Fernandes

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