Tecnologia e Crianças - SIM ou NÃO?

Computadores, smartphones, tablets e... todo este aparato tecnológico vieram para ficar. Eles, assim como os livros, podem representar excelentes meios de estímulo na aprendizagem. Tudo depende da forma como são utilizados e feitas as coisas.
O nosso cérebro vive em constante aprendizagem e a sua formação/maturação dá-se no início da idade adulta. As ferramentas digitais oferecem uma gama muito vasta de estímulos à aprendiizagem e às conexões cerebrais.
Ler é um hábito importantíssimo. Enquanto a criança lê, o cérebro faz milhões de conexões e interligações diversas em diferentes áreas. As ferramentas digitais podem e devem ser usadas para estimular esse hábito.
Até os três anos de idade, o ser humano vive o auge da multiplicação das células e conexões cerebrais. Como hoje as crianças são expostas desde muito cedo às tecnológicas, devido a isso elas acabam por apresentar uma maior habilidade para lidar com as mesmas ao longo da vida.
No meu ponto de vista, não há problema em expor as crianças à tecnologia, desde que se respeitem algumas regras, tais como: não haver cobrança para um desempenho virtuoso, existir um limite de tempo de uso (que deve ser gerido com outras actividades) e observação dos temas e conceitos passados por jogos e programas interactivos.
No entanto, outros estímulos são tão, ou mais, importantes quanto os computadores na vida da criança: a prática de desporto, o convívio social, a música e os jogos off line são alguns exemplos de actividades interessantes e importantes para o desenvolvimento cognitivo e o amadurecimento emocional.


Dicas importantes:
  • Não divida o seu tablet ou smartphone com a criança. Deixe que ela use exclusivamente o seu aparelho antigo, por exemplo, apenas com os jogos de que gosta. Caso não tenha o aparelho antigo, sugiro que, quando deixar o seu filho mexer no seu tablet ou smartphone, desative o wi-fi, as redes sociais e o e-mail que, nos aparelhos “touch screen”, podem facilmente ser abertos por um toque. Desta forma o seu pequeno não chega a conteúdos que não deveria;
  • Combine com seu filho os horários em que ele vai poder jogar computador e equilibre o tempo dele com outras actividades, por exemplo, brincadeiras no parque, passeios ao ar livre, contar histórias, etc... Podemos até achar que as crianças de hoje são mais espertas, mas isso não significa que sejam mais maduras emocionalmente. Os joysticks e os teclados podem até estimular a coordenação motora, mas o escorrega e o baloiço do parque ajudam na psicomotricidade global;
  • O bébé diverte-se muito com o quebra-cabeças do iPad, mas a brincadeira não pode ser apenas virtual. Não deixe de espalhar peças coloridas pelo tapete e brincar com ele, cantar, dançar, ler,…
  • Apesar de ser irresistível usar tablets e smartphones como “amas”, este deve ser um hábito a evitar e usado apenas, e exclusivamente, quando, por exemplo, precisa de terminar um trabalho muito importante ou o seu filho não fica quieto no restaurante por nada deste mundo. Mesmo nestas ocasiões, tenha outras opções à mão, como brinquedos, livros, papel e lápis-de-cor. Assim é possível não abusar no uso dos gadgets;
  •  Gostamos de saber quais os desenhos animados que as nossas crianças vêem na televisão. Saber se o conteúdo dos mesmo é indicado para a idade e se são instrutivos, certo? O mesmo funciona para os tablets e smartphones. É preciso saber quais os conteúdos que a criança vê, informar-se e escolher os melhores.

Que tipo de apps procurar? 

  • Para as crianças de quatro a oito anos, apps com barulhos de animais, quebra-cabeças, jogos de memória e desenhos para colorir. 
  • Para as crianças a partir dos oito, devem investir nas apps para criar cenários e personagens, “tocar” guitarra ou piano e aprender outras línguas.

Os looks da Nônô e do Afonsini são da nova colecção primavera/verão da KNOT, que percorreu o mundo e inspirou-se nos grandes temas de seis locais espalhados pelo globo. Estes não podiam estar mais sintonizados com o post. Japão, está claro!

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