Abuso Sexual em crianças - #1

Nos últimos anos, este tema entrou na casa de muitas pessoas. Casos de abusos sexuais, em contexto de institucionalização, foram revelados e alvo de atenção por parte das mais variadas áreas: direito, jornalismo, medicina, psicologia, psiquiatria e pelo público em geral. 
Embora em Portugal não existam ainda estudos relativos à prevalência dos abusos sexuais de crianças de uma forma sistemática e com uma representatividade nacional, podemos depreender que os números não estarão muito afastados daqueles que as estatísticas internacionais nos apontam.
O certo é que as crianças abusadas sexualmente encontram-se numa situação confusa e dolorosa, que se agrava se não tiverem ninguém a quem recorrer para que lhes seja prestado suporte e protecção. Muitas vezes são as pessoas que lhes deveriam assegurar protecção que lhes infligem o abuso. Assim, para além do sofrimento e da confusão instala-se também o isolamento. Estas crianças sentem um medo constante pelo seu bem-estar e, por vezes, pela sua vida. Não é apenas o abuso em si que é lesivo, mas também a coerção, as ameaças, os segredos, a culpa e o medo constante da descoberta e do castigo. 

Porque é importante falar sobre isto?
A maioria das pessoas não sabe como falar sobre este tema e muitas são as que evitam. Claro que, com os pequenos há uma dificuldade acrescida. Mas "tapar o sol com a peneira" não me parece ser a opção mais acertada, muito menos no que diz respeito a questões de segurança com crianças. 
Quem está a par da recente e triste notícia, do caso da menina de 12 anos que foi abusada sexualmente e engravidou do padrasto, a mãe acaba por ser alvo do dedo acusatório da sociedade e todos gostam de opinar mas muitos não fazem a miníma ideia de como é fácil uma criança ser "vítima" de um abusador. 
Talvez pela experiência profissional e por ter trabalhado com alguns casos destes é que sou defensora acérrima da máxima "antes pecar pelo excesso de zelo do que uma vida de lamento". Posso até parecer paranóica mas as experiências (directas e indirectas) fazem de nós o que somos. E quanto a isso não há muito a fazer. Não quero de todo alarmar os pais mas penso que é de extrema utilidade deixar aqui informação sobre o tema. É certo que não o consigo fazer só neste post mas prometo ir preparando outros.




O REI VAI NU também está no FACEBOOK e INSTAGRAM

Sem comentários:

Enviar um comentário