Os direitos das nossas crianças - quem protege?

Encontrei este texto no Up To Lisbon Kids. Quem o escreveu foi a Vânia Azinheira. Uma mãe como muitas de nós. E se, por acaso, existem "tipos de mães" ela seria a do tipo leoa. Sim, aquela que protege as crias com garras e dentes afiados. É que esta mãe não se deixou ficar, esta mãe não ficou à espera que os milagres caíssem do céu ou que os navios passem devagar, devagarinho. Esta mãe não esperou que fizessem por ela ou que lhe arranjassem uma solução. Não, nada disso! Esta mãe, arregaça as mangas e faz. E o que ela faz? Ora bem, para começar, esta mãe, atenta ao percurso escolar da filha, indignou-se. Com razão e muito bem! Tal como a Vânia também eu (com medo, confesso) estou a caminho de me indignar, muito perto de declarar guerra ao ensino e aos objectivos programáticos impostos e que primam por prejudicar os nossos pequenos. Em Setembro a miúda entra no primeiro ciclo e eu não me apetece nadinha sujeita-la aos programas curriculares descabidos e extensos que o nosso sistema de ensino vende e que continuam em vigor. Que a minha filha (e tantos outros meninos) tenha que crescer à pressa para fazer jus às ideias da vaidade social. A minha filha é apenas uma criança e eu não faço questão (nenhuma) que faça parte da linha de montagem robótica que prospera no vazio. Eu, mesmo sem conhecer a Vânia, resolvi juntar-me a ela nesta luta e, por isso, também assinei a Petição Pública para Alteração das metas curriculares do 1.º ciclo. Porque é nosso dever e direito lutar para proteger as nossas crianças.
Até quando nós (pais) vamos ficar de braços cruzados armados em treinadores de bancada? Até quando vamos deixar que prejudiquem o desenvolvimento das nossas crianças? Até quando, digam-me? Se nada fizermos nada mudará. E eu não serei mais um observador da contradição à espera que façam por mim, pelos meus filhos, pelas crianças, pelo futuro.... Não! 
Para variar, eu ainda acredito que existem finais felizes. 



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