HÁBITOS DE BRINCADEIRA ENTRE PAIS E FILHOS PORTUGUESES - O ESTUDO

No sábado passado a TriNa promoveu uma manhã de brincadeira entre pais e filhos no espaço Village Underground com "Jogos tradicionais" onde podemos partilhar com os nossos pequenos as brincadeiras do nosso tempo. 

Para além da diversão, que foi garantida, tivemos oportunidade de conhecer os resultados do estudo “Hábitos de brincadeira entre pais e filhos portugueses" e perceber se os pais passam tempo suficiente com os seus filhos e se brincam o necessário com os mesmos. Este novo estudo desenvolvido pela Trina faz parte de uma nova abordagem da marca ao mercado. Em 2015 a TriNa decidiu reinventar-se, assumindo um novo posicionamento para estar mais perto das famílias portuguesas. Os resultados foram apresentados pela Drª Cecília Galvão, psicóloga clinica, especialista no desenvolvimento psicológico infantil e que trabalha o “brincar” há mais de 30 anos. 






Fotos Pau Storch

O estudo ‘Hábitos de brincadeira entre pais e filhos portugueses’ revela que a televisão é forma preferida das famílias portuguesas passarem tempo em comum, tanto aos dias de semana como aos fins de semana, ainda que nos dias livres de trabalho a proporção de utilização de televisão diminua. 80% dos pais revela que o faz aos dias semana, contra de 70% aos dias de semana.

Brincar em casa é a segunda atividade que ocupa as famílias – 71% durante a semana e 62% ao fim de semana. Durante a semana, cerca de 40% diz ler um livro em conjunto, jogar um jogo ou jogar um jogo de computador ou consola. Ao fim de semana esses valores diminuem e as idas ao parque infantil, andar de bicicleta, jogar à bola ao ar livre ou idas ao cinema passam a dominar as respostas. Para a coordenadora do estudo, a psicóloga clínica Cecília Galvão, “Brincar é uma atividade essencial para o desenvolvimento das crianças. É muito importante que as famílias tenham tempo para brincar e consigam escolher atividades que sejam não só divertidas, mas também permitam a aprendizagem de atitudes e comportamentos desenvolvendo as capacidades e competências das crianças. Ver televisão pode ser muito enriquecedor em matéria de informação, no entanto não deve ser o espaço preferencial de relação.”

Comparando os géneros das crianças, durante a semana os rapazes dedicam-se à televisão (82,6%), e depois aos jogos de computador ou consolas (48,8%), andar de bicicleta (28,6%) ou à construção de legos (28,5%). Já aos fins-de-semana, a atividade favorita mantém-se ver televisão (67,1%) seguida de jogar à bola ao ar livre (62,4%). As brincadeiras em casa e as idas ao parque também se intensificam.
Por sua vez, as raparigas são quem passa mais tempo em casa, quer durante a semana, quer ao fim-de-semana. 83% vê televisão durante a semana, diminuindo para 71,6% aos fins-de-semana. Brincar em casa também é um dos passatempos favoritos durante os 7 dias da semana. As idas ao parque infantil (65%), andar de bicicleta, (48,2%), jogar um jogo, (42,1%) e as idas ao cinema, (42,1%), são das atividades favoritas das raparigas aos fins-de-semana. Para a Psicóloga Clínica, “estes valores podem traduzir a necessidade de atividade física, mais evidente nos rapazes desta idade.”

Quanto aos participantes, 85% dos inquiridos referem que outros familiares participam nas atividades que fazem com os seus filhos. Nessas situações, o cônjuge ocupa o principal papel (80,8%), seguido dos irmãos (48%). Quando questionados sobre o número de dias de semana em que costumam brincar mais de meia hora com os filhos, quase 40% está entre os 1 a 4 dias por semana. Apenas 38% refere dedicar mais de 30 minutos por dia, durante os 7 dias, a brincar com os seus filhos. Ou seja, durante os dias de semana, 5 em 10 inquiridos referem passar entre 2 a 4 horas com os seus filhos e 4 em cada 10 refere passar entre 30 minutos a 1 hora em atividades conjuntas. Já ao fim-de-semana, 9 em cada 10 passa mais de 4 horas com o seu filho e 4 em cada 10 passam mais de 4 horas em atividades conjuntas. Já 6 em cada 10 inquiridos consideram que passam o tempo suficiente com o seu filho e 4 em cada 10 consideram que passam pouco tempo. Nenhum dos inquiridos referiu passar tempo a mais com o seu filho.

Podemos ainda concluir que 74% diz ser difícil dizer ao seu filho que não tem tempo para brincar com ele e 75% admite mesmo que sente que o seu filho gostaria de passar mais tempo consigo. E 36% admite mesmo que por vezes o seu filho pede-lhe para brincar com ele e que inventa uma desculpa para não o fazer. Para 80% dos inquiridos a atividade profissional é o que o impede de passar mais tempo com os seus filhos.

Cecília Galvão conclui deste levantamento de dados que “a perceção dos pais sobre o tempo disponível para brincar com os seus filhos durante a semana é insuficiente o que pode até não ser verdade se esse tempo for de qualidade. O que pode ser menos positivo é a qualidade das atividades lúdicas que trazem pouco benefício à relação entre pais e filhos e ao desenvolvimento das crianças.”

Quanto às rotinas diárias entre pais e filhos, 70% dos pais toma o pequeno-almoço com os seus filhos, durante os dias da semana. O almoço e o lanche andam na ordem nos 17%. O jantar, por sua vez, é feito na companhia dos filhos pela maioria (93%). Aos fins-de-semana, as refeições são quase todas em conjunto, sendo o jantar e o almoço as mais referidas (98%). O lanche da tarde é ainda uma das refeições mais partilhadas entre pais e filhos ao fim-de-semana (79%) ao contrário do que acontece durante a semana (17%).

Quando falamos em deslocações com o filho, 56% leva os filhos todos os dias à escola, no entanto 17% fá-lo 2 a 3 vezes por semana e 12% admite que isto acontece raramente, sendo em Lisboa e Porto que verificamos as maiores percentagens. Quando questionados sobre o irem buscar os filhos à escola, a tendência mantém-se. Relativamente a atividades extracurriculares das crianças, 81% dos inquiridos tem filhos que praticam atividades extracurriculares: 47% dos inquiridos refere a natação como a atividade extracurricular do seu filho, seguido da música com apenas 25%. 37% dos inquiridos refere que o filho tem atividades 2 vezes por semana.

Para Cecília Galvão, estas atividades, nomeadamente as refeições à mesa, “podem ser um bom indicador do investimento das famílias na relação próxima com os seus filhos. Assim como a prática de atividades extracurriculares indica que reconhecem a necessidade de aprender outras coisas para além da Escola, no entanto, o estudo indica que há uma vontade de investir a família e pouco tempo para o fazer o que reforça a necessidade de repensar o tempo laboral excessivo.”


Depois dos resultados ficamos conhecer as 10 dicas da Drª Cecília para os pais brincarem mais com os seus filhos. Dicas giras e super úteis que irei revelar num próximo post.


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