CINCO ANOS A TODA A VELOCIDADE

Acordaste-me de madrugada e ficamos num alvoroço. Querias vir cá para fora rápido, rápido. Eu estava tão aflita e só pensava que ainda me nascias em casa. O pouco tempo que me deste foi para me enfiar numa ambulância e chegar à maternidade para fazer-te a vontade. Foi por pouco. Lembro-me da enfermeira-parteira dizer "aguente mãe, aguente só mais um bocadinho". Quando me disseram "é agora mãe, já pode vir", não tive de fazer grande esforço pois encarregaste-te de fazer o trabalho praticamente sozinho. Do ventre vieste para o meu peito onde olhei para ti e chamei-te "lobibebé" por teres um cabelo farto e um tufo de pelos no corpo. Naquele dia é que me "caiu a ficha" e mal acreditava que tinha tido um rapaz (sempre pensei que só teria meninas). Foste o primeiro homem que me conquistou para a vida mesmo antes de te ver. Já lá vão cinco anos. Cinco anos e todos os 1825 dias foram passados a amar-te a toda a velocidade, como característica tua deste o primeiro grito que deste ao mundo, sem qualquer medo de me "espetar" na primeira curva. Contigo sinto-me uma mãe bólide, aquela que arranca, preparada para correr todos os dias e, com a velocidade de um raio, para cumprir com todas as obrigações do nosso amor. Uma campeã imbatível e a primeira a ver a bandeira axadrezada, a cortar a meta e a subir ao pódio, dia após dia, erguendo no meu peito a taça das mães vitoriosas onde, lá dentro, bate o meu coração veloz como um meteoro de massa muito brilhante que corre inclusivamente no espaço sideral. 

Parabéns meu amor... meu Tato!




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