
"OLHA O QUE EU JÁ CONSIGO FAZER!"
Existem lições de vida que são muito importantes e trazem benefícios aos pequenos à medida que vão crescendo. E essas lições podem ser ensinadas em casa.
Incluir os pequenos nas tarefas de casa não tem de ter uma conotação negativa. Não, não é trabalho infantil! As crianças gostam de ajudar e o facto de serem elementos participativos na família desde pequeninos pode transformar-se numa experiência benéfica para pais e filhos. Mas atenção, o papel dos pais é muito importante! Lembrem-se que as crianças aprendem muito através da observação e adoram imitar. Seja um bom modelo para os seus filhos e dê o exemplo.
Se os pequenos, desde cedo, forem ensinados a fazer tarefas é muito provável que tenham menos problemas em manter a ordem, limpeza e consistência enquanto adultos. Ser responsável por tarefas constrói o carácter e desenvolve o sentido de responsabilidade.
VAIANA
É importante estar com o a Nônô e o Afonso sem que o bebé ande sempre "alapado" a mim. Por isso, e porque o horário permitiu, ontem aproveitei a oportunidade para estar sozinha com os miúdos e fomos os três ver a antestreia do novo filme da Disney - Vaiana.
O filme é espetacular e nós adorámos.

Vaiana, a nova princesa da Disney, é uma jovem aventureira, destemida, corajosa e persistente que, ajudada pelo semi-deus Maui parte numa ousada missão. Juntos atravessam o mar do Pacífico numa viagem cheia de ação, encontrando monstros marinhos e mitos antigos.
Este é um daqueles filmes que não podem perder. Estreia hoje.
DORMI A NOITE TODA - SONO E PICOS DE CRESCIMENTO
SONO
É essencial para o desenvolvimento físico e mental do bebé e é importante que ele durma o suficiente. Sem a quantidade certa de sono o pequeno ficará incomodado, irritável e inconsolável. Um bebé que está neste estado - cansado - não se alimenta bem e consequentemente não dorme bem. Nos primeiros tempos o bebé não deverá ficar acordado até por mais de duas horas. Alguns só aguentam uma hora.
Observem o vosso bebé e os sinais que vos indicam que é hora de dormir. Os meus, por exemplo, bocejavam muito.
Eis o que eu faço para ajudar o bebé a ter um bom sono e que este seja, gradualmente, mais longo durante a noite:
- Nos primeiros tempos não deixo que fique acordado até mais de duas horas;
- Não deixo que durma muito tempo ao fim da tarde;
- Não deixo entrar visitas no quarto do bebé durante os períodos de sossego;
- Evito que se canse muito ou seja demasiado estimulado, principalmente ao fim do dia e depois do banho;
- Ao fim do dia, deito-o às 19h. Considero este horário muito importante para deitar o bebé uma vez que quando cai a noite, naturalmente, o nosso corpo produz melatonina - hormona responsável pelo sono - o que , quanto a mim, vai condicionar o sono noturno do bebé;
- Não embalo para dormir;
- Não utilizo chupeta;
- Coloco o bebé no berço envolto no swaddle e acordado para que se acomode sozinho para dormir - isto ajuda a que se acordar durante a noite consiga voltar a adormecer sozinho (serve esta explicação também para o embalar ou a chupeta);
- Em casa dorme sempre no mesmo local, com o mínimo de luz possível, ambiente calmo e porta fechada - de dia há o barulho normal e o quarto nunca consegue ficar totalmente escuro mas durante a noite fica muito escuro - faço isto por dois motivos: 1- para que o bebé aprenda a distinguir o dia da noite (a noite serve para dormir) 2- ambiente escuro ajuda na produção de melatonina;
- Não utilizo luzes de presença, móbil com sons ou luzes e outro tipo de periféricos;
- Se o pequeno adormecer enquanto mama, acordo-o ligeiramente antes de o colocar no berço.
PICOS DE CRESCIMENTO
O bebé já está ambientado com as rotinas e até já conseguiu dormir algumas horas seguidas durante a noite mas, de repente, ficou tudo do avesso. Está irrequieto, tem uma fome insaciável, mama de hora a hora, está constantemente a acordar e parece que o nosso esforço foi todo em vão. Indentificam-se com a situação?
Sim, os responsáveis por esta reviravolta são os picos de crescimento.
Os picos de crescimento acontecem porque, por exemplo, o aumento de peso, comprimento, perímetro cefálico,... do bebé está a desenvolver-se a um ritmo superior à norma e/ou então, também se pode dar, em função das novas aquisições que o bebé vai conquistando - dar gargalhadas, conseguir virar-se, sentar-se, falar, gatinhar,... Posto isto, os picos de crescimento servem apenas para satisfazer as futuras necessidade do bebé - nomeadamente mais alimento - devido ao seu desenvolvimento e, desta forma, fazer aumentar a produção de leite para receber a quantidade que precisa.
Estima-se que os picos aconteçam aos cerca de 15 dias, 3, 6, 9 e 12 semanas, e ainda, aos 3, 6, 9 e 12 meses.
O que fazer?
Paciência e persistência é a receita, pois não há muito a fazer. Nestas alturas eu tento não sair muito das rotinas e dou de mamar sempre que o pequeno solicita.
E pronto, é isto! Ufa, tanta coisa!
Ainda faltou falar dos momentos lúdicos com o bebé, as saídas à rua e em família, levar/buscar os miúdos à escola , as actividades extracurriculares e toda uma logística desta família de 5.
Ora bolas, não quero parecer arrogantemente, mas parabéns a mim e ao pai! É que isto, posto no papel, fica-se com outra perspectiva e a "magia", os "truques" ou o "segredo" é toda uma dinâmica que dá muito trabalho. Se dá!...
Beijinhos e boa sorte por aí!
ASBIHP | CAMPANHA "AH, MAS SÃO VERDES!"

"Os Defeitos do Tubo Neural, entre os quais a Spina Bífida, afectam cerca de 500,000 nascimentos por ano, excluindo as gravidezes que não chegam a termo.
Em 1991 descobriu-se que o ácido fólico contribui para a redução dos defeitos do tubo neural em cerca de 72%, desde que tomado nas doses diárias recomendadas pelo médico antes da mulher engravidar e nos primeiros meses de gestação
Os defeitos do tubo neural, entre os quais a Spina Bífida, ocorrem nos primeiros 28 dias de gestação, antes da maioria das mulheres saber que está grávida
Para o ácido fólico ser eficiente na prevenção da Spina Bífida a maioria das mulheres tem que ter reservas desta vitamina antes da concepção e durante essas primeiras semanas de gestação
Na maioria dos países cerca de 50% das gravidezes não são planeadas. Quando estas mulheres descobrem que estão grávidas é demasiado tarde para prevenir a Spina Bífida nos seus bebés
Uma alimentação consciente e rica em folatos é muito importante. Mas o suplemento é fundamental para a prevenção dos defeitos do tubo neural, entre os quais a Spina Bífida
Se está a pensar engravidar informe-se junto do seu médico de família."
DORMI A NOITE TODA - ALIMENTAÇÃO, ARROTAR E CÓLICAS
Fotografia Pau Storch
ALIMENTAÇÃO
Em relação às mamadas a frequência está nas rotinas que referi aqui. A duração é à vontade do freguês, ou seja, o tempo que ele quiser. A média dos meus filhos é de 30 minutos em cada mama. O importante é que ingiram a quantidade suficiente e de preferência que se alimentem mais e melhor durante o dia, para que durante a noite não sintam necessidade de se alimentar. No início é normal adormecerem a mamar - a maminha e o colo também lhes dá consolo, conforto e segurança. O truque é ir mexendo nos pés, não agasalhar demasiado e, desta forma, fazer com que continuem a mamar.
A mamada depois do banho e durante a noite são feitas no quarto onde dorme, com pouca luz e com mínimo de estímulo (não falo nem mantenho contacto visual). Para além disso, as mamadas durante a noite costumam ser muito rápidas e nessas eu não estímulo para mamarem mais.
ARROTAR
Só me lembrei de falar sobre o arroto porque desta vez temos aqui uma característica única no António, novidade para mim até então, que atrapalhava o sono do pequeno.
O António, depois de mamar, tem dificuldade para arrotar e fica extremamente irritado quando não consegue - esperneia, chora, põe as mãos na boca (agora que já leva as mãos à boca, porque antes abria a boca e parecia que estava à procura de mama) e só se acalma depois de conseguir arrotar. No início não compreendia o que era e muitas vezes ele até adormecia sem arrotar. Depressa me dei conta que o miúdo, por qualquer motivo, quando não arrotava, acordava num berreiro e assim o sono era sempre interrompido.
Os bebés arrotam porque durante a alimentação engolem ar, que fica acumulado no estômago e intestinos. O arroto acontece quando esse ar volta e é libertado pela boca. Quando o bebé é muito pequeno o seu sistema digestivo é imaturo e pode precisar de ajuda para arrotar - colocar o bebé junto ao ombro ou senta-lo ligeiramente inclinado para a frente e dar umas palmadinhas nas costas até sair o arroto.
CÓLICAS
Em relação às cólicas tenho três experiências diferentes: a Leonor teve muitas cólicas até cerca dos 6 meses, o Afonso nem me dei conta que as teve e o António teve até aos dois meses e meio.
As cólicas podem interferir com o sono e com as rotinas uma vez que um bebé com cólicas acorda com dores e não vai conseguir acomodar-se para dormir novamente. O choro das cólicas penso que seja bastante diferente (pelo menos nos meus é) é mais estridente, eles cerravam os punhos e dobravam as pernas energicamente. Também me apercebi que o bebé pode "procurar alimentar-se" pois a sucção acalma a dor e isto leva-nos ao engano e a achar que o bebé ficou mal alimentado.
Em caso de acordar com cólicas o que costumava fazer era, sem grandes estímulos e com pouca luz, massajar a barriguinha, dobrar as pernas na direção da barriga ou estimular o anus com a cânula no bebegel para o bebé fazer cocó ou dar punzecos, depois dava um pouco de maminha e voltava a colocar no berço.
DORMI A NOITE TODA - ROTINAS, SWADDLE e CHORO

ROTINAS
Acredito muito no poder das rotinas. As rotinas devem ser feitas de forma consistente - todos os dias, às mesmas horas, e com a mesma cadência - desta forma os pequenos conseguem prever o que vai acontecer a seguir. Esta capacidade de antecipar ajuda-os a perceber o que esperar e a confiar que os seus cuidadores vão conseguir satisfazer as suas necessidades, o que lhes transmite um profundo sentimento de segurança.
Eu começo as rotinas assim que saio da maternidade. E vou ajustando os horários conforme vão crescendo (as necessidades de um recém-nascido são diferentes de um bebé de um mês, dois, seis,... e adiante), com pequeninas mudanças.
Esta foi a rotina da primeira semana:
7:00h - mamar
8:30h às 10:00h - sesta
10:00h - mamar
11:30h às 14:00h- sesta
14:00h - mamar
15:30h às 17:00h - sesta
17:00h - mama uma maminha
18:00h - banho
18:15h - mama a outra maminha
19:00h às 21:50h - dormir
22:00h - mamar
O sono diurno não deverá passar das quatro horas e meia e durante a noite costumam acordar duas vezes para se alimentarem (situação que vai reduzindo conforme vão crescendo)
A rotina agora com três meses:
7:00h - mamar
09:00 às 09:45h - sesta
11:00h - mamar
12:00h às 14:15h - sesta
14:30h - mamar
16:30 às 16:45/17:00h - sesta
17:00h - mama uma maminha
18:00h/18:15h - banho
18:30h - mama a outra maminha
19:00h às 22:20h - dormir
22:30h - mamar
O sono diurno é reduzido para cerca de três horas, consegue estar mais desperto e não acordam durante a noite (exceto nos picos de crescimento ou raras exceções)
Os horários das rotinas que utilizo são do livro "o livro do bebé feliz" da Gina Ford
SWADDLE OU "CREPE"
Nos primeiros dois meses sempre que coloco o bebé para dormir envolvo-o numa manta - swaddle. O bebé fica estilo "crepe". Acredito que este método ajuda-o a dormir melhor, pois evita que o bebé acorde devido ao reflexo de moro - resposta do sistema nervoso do bebé quando ele perde a sensação da segurança que a limitação do espaço físico promove.
A partir dos dois meses envolvo-o apenas por debaixo dos braços porque é entre os dois e os quatro meses que o síndrome de morte súbita atinge o auge e o sobreaquecimento é um dos principais fatores de risco (nunca fiando).
A partir dos dois meses envolvo-o apenas por debaixo dos braços porque é entre os dois e os quatro meses que o síndrome de morte súbita atinge o auge e o sobreaquecimento é um dos principais fatores de risco (nunca fiando).
CHORO
Um bebé chora, já se sabe! Mas quando um bebé chora não quer dizer que esteja em sofrimento. O choro é a sua forma de comunicar e de pedir para que satisfaçam as suas necessidades. Choram por fome, sono, desconforto, cólicas, birras, consolo, tédio,... choram porque sim e porque não.
Em relação ao dormir, nos primeiros tempos barafustavam quando os envolvia no swaddle e também quando os colocava no berço. Coloco-os no berço ainda acordados. Nunca choraram mais que 10 minutos (e 10 minutos parecem uma eternidade). Mas lá se acomodavam e acabavam por adormecer.
Ainda hoje, quando começo a envolver o António no swaddle ele já vai barafustando e reclama quando o coloco no berço mas assim que saio do quarto e fecho a porta cala-se (sabe muito).
Posts anteriores
FELIZ HALLOWEEN!!
Ele quis ser um demónio-zombie e ela uma princesa-fantasma.
Com esta idade já não conseguimos influenciar as escolhas. A Nônô, ainda assim, pede para que seja a mãe a criar/inventar a indumentária, já o Afonsini embirrou com esta máscara feia-que-dói.
Com esta idade já não conseguimos influenciar as escolhas. A Nônô, ainda assim, pede para que seja a mãe a criar/inventar a indumentária, já o Afonsini embirrou com esta máscara feia-que-dói.
O que importa é que fiquem felizes!
HALLOWEEN - SIM OU NÃO?
Por cá tudo o que seja motivo para máscaras e brincadeiras (fofinhas sou aterradoras) nós alinhamos e dia 31 de Outubro não é exceção.
Bem sei que a tradição não é nossa e blá, blá, blá... mas sinceramente isso pouco importa, até porque muitas das brincadeiras aqui em casa também passam por nos fantasiarmos dos mais diversos personagens. Só não saímos à rua.
Acho que não há mal nenhum em explicar-lhes que há outros países e pessoas com diferentes costumes e tradições. As nossas crianças já começam a ter iniciação ao inglês em idades percoces e nessas aulas, por esta altura, falam sobre o Halloween. Porque não festejar também? Mas adiante... Vá, o que nós queremos mesmo é rambóia e "dar asas" à imaginação. Os miúdos escolhem a fantasia e esta mãe (que também gosta destas folias) encarrega-se de concretizar os desejos.
Nos anos anteriores tivemos uma vampira, um arranhiço, uma menina Frankenstein e um lobimiúdo. Este ano a escolha é uma princesa-fantasma e um demónio.


E vocês, também gostam de brincar ao Halloween ou nem por isso? Se sim, contem-nos que personagens aterradoras vão ser.
DORMI A NOITE TODA - A FAMÍLIA E O PRIMEIRO MÊS
Confesso que levei algum tempo a preparar este post. Acontece que à medida que ia escrevendo sobre quais os meus "truques" para a fazer com que os meus filhos dormissem a noite toda surgia sempre mais alguma coisinha e quando dei por mim já tinha um texto gigante, em que ler tudo de uma assentada seria impraticável. Sendo assim, resolvi dividir a coisa em quatro posts:
1- a família e o primeiro mês
2- rotinas, swaddle e choro
3- alimentação, arrotar e cólicas
4- sono e picos de crescimento
Mas antes de começar aqui a debitar informação quero referir que o mais importante é que se sintam confortáveis e confiantes com a metodologia utilizada (seja ela qual for) e que o fato de ter resultado comigo e com os meus filhos não quer dizer que vá resultar convosco. Não sei... se alguma das minhas dicas vos ajudar e ajudar os vossos pequeninos já fico muito feliz.
Então aqui vai...

A FAMÍLIA
Hoje somos uma família numerosa (aí, sempre quis dizer isto) e, para além do bebé, gerir duas crianças com 5 e quase 8 anos requer alguma perícia, logo a logística e tranquilidade já são muito diferentes do que com apenas um bebé para cuidar. Sou só eu e o pai e temos mesmo que dividir as tarefas. Uma dica muito importante: formar uma equipa.
Por cá, nos primeiros tempos o pai encarrega-se das refeições e de entreter muito os miúdos com atividades e programas que gostem. Eu encarrego-me do bebé e de dormir sempre que consigo. Em relação aos manos vou sempre solicitando a sua ajuda para que eles se sintam integrados e responsáveis na vida do bebé (por exemplo, ajudar no banho, a pôr a fralda, dar o beijinho de boa noite ou de bom dia, escolher a roupa,...) e assim, evito que ponham o amor dos pais em causa ou que hajam crises de ciumeira.
O PRIMEIRO MÊS
No primeiro mês não recebemos visitas em casa e só saímos para ir ao pediatra e fazer o teste do pezinho.
Não é um mês fácil, pois a adaptação às rotinas não é de um dia para o outro. Eu estou a conhecer o meu bebé, as suas características e ele está a adaptar-se a um novo mundo fora da barriguinha.
Quando tive a Nônô (a minha primeira filha) recebemos visitas e jurei a mim mesma que nunca mais ia passar por aquilo. Havia muito movimento na casa, sempre a preocupação de ser bom anfitrião, arrumar a casa, fazer um chá, preparar um almoço, vestir qualquer coisa apresentável,... As pessoas queriam ver o bebé, mexer, pegar, conversar,... e um bebé muito pequeno quando é estimulado em demasia fica extremamente cansado e chora que se farta - o que dá origem a muita dificuldade em acomodar-se e adormecer. Eu chegava ao fim-do-dia de rastos e esgotada. A bebé ficava irritada, inconsolável, chorava muito e eu também acabava as minhas noites a chorar e a sentir-me impotente e sem forças para cuidar dela.
DORMI A NOITE TODA - #1

Lixado este estatuto de ser-se pai ou mãe, de trazer crianças ao mundo, andar com o coração a bater fora do peito e ainda ter que satisfazer as pressões e necessidades sociais dos outros que até são pais mas, por qualquer fenómeno, ainda por explicar, não estão satisfeitos com a sua condição parental, ou então acham-se capacitados em demasia e, por isso, tudo o que outros pais fazem não é assim, está mal, devia ser da forma a, b ou c. Nem oito, nem oitenta! Todos se atacam, é uma contradição pegada e respeito pelas escolhas, decisões, metodologias, teorias e o diabo a sete que cada família pratica, que é bonito, nem vê-lo
Toda a gente que tem filhos sabe como é que isto funciona e há sempre temas mais delicados que não passam em branco entre mães e pais, amigos, sogras, avós e demais interessados pelos bebés dos outros. Saio com o meu pequenino e logo sou bombardeada com as perguntas da praxe: Ele é bonzinho? E chora muito? Só lhe dá maminha? E não usa chucha?... E depois vem a pergunta para um milhão: E já dorme a noite toda? Mesmo antes de conseguir responder, segue-se a história de que a partir do momento em que temos bebés nunca mais vamos dormir. Que há sempre alguém, se não o próprio, que conhece alguém, cujo bebé não dorme horas seguidas durante a noite. E, de repente parece que todos os bebés do mundo - menos o nosso - não dormem. Quando digo que o meu bebé dorme a noite toda e que todos os meus filhos começaram a dormir com cerca de três meses sou automaticamente fuzilada com o olhar e ouço sempre um "ai, que sorte!" Para não falar que há quem ache mesmo que estou a mentir. Onde é que já se viu isto, um bebé com três meses a dormir? Pois, cá em casa é à base da mocada até fecharem os olhinhos, outras vezes dou-lhes uns hipnóticos que são tiro e queda e é ver os putos a cair para o lado mas, vá eu confesso, os meus filhos têm um gene alienígena qualquer e por isso não são como os bebés humanos. Sim, espantem-se minha gente, os meus bebés dormem!!!
Os meus bebés não são melhores nem piores que os vossos. São apenas bebés. Eu não sou melhor nem pior mãe que todas as outras mães. Sou apenas mais uma mãe. Aquilo que faço (e que fiz) para ajudar os meus filhos a dormir funcionou, mas não quer dizer que vá funcionar com todos os bebés, todas as mães e em todas as famílias.
Cada família é autônoma e livre de fazer o que bem entender, de encontrar a estratégia mais adequada e de se sentir confortável com isso. Não há cá nada a provar aos outros. A única coisa que existe é viver tranquilo e em paz com as decisões tomadas e se essas decisões vos permitirem ter um ambiente familiar feliz, então que assim seja.
Já me pediram para revelar os meus "truques ". Vou fazê-lo no próximo post mas não podia deixar passar em vão a quem fica muito impressionado, não acredita ou simplesmente gosta de meter o bedelho na vida dos outros (neste caso no sono dos filhos dos outros).
Fica a dica: mais respeito e menos crítica!
O QUE AS MÃES DE DIFERENTES PAÍSES LEVAM NA MALA DE MATERNIDADE
Uma equipa dos fotógrafos da WaterAid registaram o que várias mulheres, de diferentes partes do mundo, levam na mala da maternidade.
Achei interessante as necessidades (em falta ou exagero) de cada mulher em função da região onde vivem, cultura e economia de cada país. Dá que pensar!


Hazel Shandumba, povoado Hamakando, em Monze, na Zâmbia
Roupas para o bebé, sarong (roupa tradicional), fraldas, uma bacia, sabão, polietileno (que é um espécie de plástico) para a cama do hospital.


Deanna Neiers, de Nova York, nos Estados Unidos
Roupa para o bebé e para a mãe, manta, chinelos, objetos de higiene pessoal, mp3, óleo para massagem com extrato de coco, azeite de lavanda, gel com extrato de arnica, sutiã de amamentação, almofada de amamentação, máscara para dormir e um livro.


Ellen, Simulemba, Malawi
3 sarongs (roupa nacional) para a mãe e para o bebê, polietileno para a cama do hospital, faca para cortar o cordão umbilical, laço para amarrá-lo, lanterna (no hospital não há eletricidade) e uma nota de 200 kwacha para comprar comida


Katy Shaw, Melbourne, na Austrália
Roupa para o bebé e roupa para a mãe, fraldas, objetos de higiene pessoal, bebida isotônica, doces, óleos para massagem e acumulador de frio e calor.


Claudine, Betafo, em Madagascar
Roupa para o bebé, fraldas, algodão, toalhas íntimas, álcool, garrafa térmica, bacia e panela.


Joanne Laurie, Londres, Inglaterra
Roupa para o bebé, roupa e toalha para a mãe, fraldas, objetos de higiene pessoal, bioestimulador, toalhas íntimas, iPad, água e doces


Agnes Noti, Iramba, Tanzânia
Roupa e manta para o bebé, sarong (roupa nacional), garrafa térmica, chá, sabão e recipiente para água.
Ver artigo aqui
"A TERRA TREME" OU COMO PÔR ESTA MÃE EM PÂNICO
O exercício nacional A TERRE TREME, terá lugar amanhã às 10h13. É uma iniciativa, promovida pela Autoridade Nacional de Proteção Civil que lançou o convite a todos os cidadãos, organizações e empresas. Tem a duração de apenas 1 minuto, procura chamar a atenção para o risco sísmico e para a importância de comportamentos simples que os cidadãos devem adotar em caso de sismo, mas que podem salvar vidas.
Como sabemos Portugal é uma zona propensa a sismos e podemos estar em qualquer lado quando começar um sismo: em casa, na escola, no trabalho ou mesmo de férias. Coloca-se a pergunta: estamos preparados para enfrentar uma situação de sismo e recuperar dela rapidamente?
Tenho a Nônô no "exitex" por causa do simulacro que vai haver na escola. Veio com a lição estudada e deu-me uma aula sobre o que fazer em caso de sismo. Não se cansa de falar sobre os 3 gestos de protecção - baixar, proteger e aguardar . "Mãe, durante o sismo devemos protegermo-nos debaixo de uma mesa, por isso, baixamo-nos e protegemos a cabeça e o pescoço... assim mãe, estás a ver? (coloca-se em posição) e depois quando o sismo parar, esperamos que a terra pare de tremer". Ouço-a com atenção e penso na real possibilidade de isto acontecer. É que depois de ter filhos, confesso que tenho uma "miufa" gigante só de pensar nestas coisas. Serei só eu? Para mal das minhas paranóias, e com um certo ar de gozo, ainda termina com um "bem, se houvesse um sismo esta casa ia abaixo em dois segundos. Ninguém se safava!...". O pior é que, muito provavelmente, tem razão e com isto já me tirou o sono durante umas boas semanas.
ROTINAS - A NOSSA SOLUÇÃO PARA O CAOS DOS DIAS
Estou convicta que o início das aulas é o momento ideal para os pais incutirem mais autonomia e independência aos filhos. É a altura em que começam a ser atribuídas tarefas próprias para a idade, de forma a conseguirem cumpri-las, e a aumentarem tanto a autoestima como a responsabilidade.
Um mês depois do inicio das aulas quem é que já conseguiu implementar as rotinas diárias e distribuir as tarefas pela criançada?
Eu tenho três crianças e, cá em casa é sempre uma grande alegria, mas é também um grande sinónimo de desarrumação, falta de tempo e de constante correria. Sei que no meio da azáfama e do caos da manhã, entre tomar o pequeno almoço, fazer a higiene, vestirem-se... ou da tarde, quando chegam a casa, depois de um dia cansativo, brincar, dar banhos, jantar, fazer os TPC e ir para a cama, por vezes o desespero fala mais alto, mas, acreditem, é possível criar condições para minimizar a desordem. A solução? RO-TI-NAS. Sim, as rotinas cá em casa são imprescindíveis e desde que nascem que a minha prole leva com elas (falarei sobre as rotinas desde o nascimento noutro post) e a coisa funciona muito bem.
Por cá cada um trata de si, à excepção do pirralhito de dois meses, claro! Tanto a Nôno como o Afonsini, de manhã preparam o seu pequeno almoço, fazem a higiene e vestem-se sozinhos e à tarde sabem que, assim que chegam a casa, tem de se despir e colocar a roupa suja no cesto, tomar banho, vestir o pijama e depois ficam livres para brincar, ver televisão ou fazer o TPC enquanto trato do mais pequenino e preparo o jantar. E é isto! É certo que de vez em quando a coisa descarrilha (e ainda bem, porque não tenho robôs em casa). O truque é consistência e persistência e volta tudo à normalidade. Como consegui? Elaborei um quadro de rotinas onde os miúdos pudessem ver as tarefas a realizar ao longo do dia. Já vos explico.
O video que se segue foi feito no ano passado, tinha a Nônô seis anos e o Afonsini quase quatro.
E quem sabe um quadro de tarefas seja aquilo de que precisa para que todos contribuam para uma rotina estável e feliz?
Ter uma rotina diária é algo que pode ajudar a trazer algum equilíbrio à família, e foi neste contexto que surgiu a ideia de criar o Deedoo. Ah, ainda não conhecem o Deedoo? A Sério!? Bem, o Deedoo foi feito a pensar nas crianças, nos pais e na melhor forma de otimizar as relações familiares.
O Deedoo é um quadro de rotinas e funciona como um brinquedo, mas que simultaneamente promove a autonomia, independência e responsabilização dos pequenos. Este quadro foi pensado para crianças a partir dos dois anos e meio/ três anos e com a ajuda da minha querida amiga e talentosa Ana Fonseca, que fez as ilustrações, tem uma componente visual apelativa para que as crianças facilmente se identifiquem.
Ainda não perceberam muito bem como funciona? É tão simples quanto isto: o quadro é personalizável com o nome da criança e tem duas colunas – vou fazer/já fiz – e um conjunto de ímanes com várias atividades que fazem parte do dia-a-dia de qualquer criança. Como cada família tem necessidades diferentes e os valores que pretendem transmitir são distintos, cada uma define os seus objetivos e é fundamental que se explique de forma clara e simples aquilo que se pode e não pode fazer. O número de rotinas fica ao vosso critério, mas numa fase inicial aconselho que comecem pelas tarefas relativas à alimentação, hora de dormir e à higiene pessoal.
À medida que a criança cresce é importante que introduzam novas tarefas de maior responsabilidade, como por exemplo tarefas ligadas à manutenção dos seus bens e do seu espaço pessoal ou tratar do animal de estimação.
O objetivo desta ferramenta pedagógica é, no fundo, ajudar crianças e pais a brincar com as tarefas diárias, ao mesmo tempo que se tornam os dias mais previsíveis e se transformam as rotinas em hábitos.
Ter uma rotina bem planeada ajuda na formação de bons hábitos, gera segurança, diminui a ansiedade e momentos de desorientação. Estes bons hábitos evitam castigos ou agressões o que é algo que beneficia tanto as crianças como os pais.
Mais sobre o Deedoo
DIA(S) DA GRÁVIDA
Passo mal durante a maior parte dos meses de gravidez e os poucos que me restam sabem-me sempre a pouco. Nunca, na vida, tive o ego tão insuflado como durante os últimos meses de gravidez. A verdade é que sinto-me muito bonita, fico muitas vezes a contemplar o meu corpo e isso faz um bem gigante à minha auto-estima. Ouvi por aí dizer que hoje é o dia da grávida e lembrei-me da sessão de fotos que fiz desta ultima gravidez. Claro que ser fotografada pelo Pau Storch faz toda a diferença. Não me canso de dizer que é graças a ele que tenho os melhores registos fotográficos em família e essas memórias são impagáveis. Obrigada Pau!!
Vou para a escola! E agora? - 11 dicas para ajudar o seu filho
Com o início do ano escolar ao virar da esquina é normal existirem algumas preocupações por parte dos pais e, principalmente, dos mais pequenos. Começar a escola pela primeira vez ou ir para uma nova escola pode ser um momento muito difícil. A maioria das crianças apresenta alguma resistência em adaptar-se a lugares novos ou estar com pessoas que nunca conheceram antes. É normal! Aqui estão algumas dicas para ajudar o seu pequeno no primeiro dia de aulas.
1. Deixe o seu filho saber como vai ser o dia. Diga-lhe quanto tempo vai estar na escola, a que horas começa e quando termina.
2. Fale com o seu filho sobre os sentimentos - tanto as emoções como as preocupações - acerca de começar a escola.
3. Visite a escola com o seu filho. Descubram zonas comuns como, por exemplo, a biblioteca ou onde ficam as casas-de-banho. Ver sua nova sala de aula e conhecer seu novo professor antes de começar oficialmente.
4. Aponte alguns aspectos positivos da escola. Por exemplo, "vai ser divertido! vais poder fazer novos amigos".
5. Deixe o seu filho saber que todas as crianças estão nervosas no primeiro dia de aulas e que são normais esses sentimentos. Conte-lhe como foi quando tinha a idade dele e explique-lhe que aconteceu o mesmo consigo.
6. Deixe um bilhete (pode ser um desenho), na lancheira (ou mochila) do seu filho. Irá lembrá-lo que está a pensar nele enquanto ele está na escola.
7. Tranquilize o seu filho que, se surgir algum problema na escola, você estará sempre disposto para ajudar a resolvê-lo.
8. Tente encontrar um colega antes do primeiro dia de aulas, para que já tenha um amigo quando a escola começar.
9. Informe-se sobre as actividades pós-escolares que o seu filho pode participar. Será que vai haver uma festa de regresso às aulas? Ou será que pode fazer parte de uma equipa de desporto?
10. Na primeira semana faça um esforço para ir buscá-lo uns minutos mais cedo.
11. Conversem bastante sobre a nova fase. Ouça-o! É importante que o seu filho tenha atenção da sua parte.
Para ajudar a facilitar o processo, tente fazer a transição com uma boa rotina à noite, pelo menos uma semana antes do início escolar. As crianças, nestas idades, devem dormir cerca de 10/11 horas. O descanso é fundamental, assim como um pequeno-almoço bom e saudável. Irá ajudá-los a estarem mais atentos, concentrados na aprendizagem e nas tarefas escolares.
Embora seja normal ficar ansioso em qualquer situação nova, algumas crianças desenvolvem sintomas físicos reais, como dores de cabeça ou de estômago, associados ao início das aulas. Se está preocupado que as dificuldades do seu filho possam ir mais além das do nervosismo normal, fale com o professor ou com os profissionais de saúde.
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Os Primeiros dias de escola (ida para o infantário)
CINCO ANOS A TODA A VELOCIDADE
Acordaste-me de madrugada e ficamos num alvoroço. Querias vir cá para fora rápido, rápido. Eu estava tão aflita e só pensava que ainda me nascias em casa. O pouco tempo que me deste foi para me enfiar numa ambulância e chegar à maternidade para fazer-te a vontade. Foi por pouco. Lembro-me da enfermeira-parteira dizer "aguente mãe, aguente só mais um bocadinho". Quando me disseram "é agora mãe, já pode vir", não tive de fazer grande esforço pois encarregaste-te de fazer o trabalho praticamente sozinho. Do ventre vieste para o meu peito onde olhei para ti e chamei-te "lobibebé" por teres um cabelo farto e um tufo de pelos no corpo. Naquele dia é que me "caiu a ficha" e mal acreditava que tinha tido um rapaz (sempre pensei que só teria meninas). Foste o primeiro homem que me conquistou para a vida mesmo antes de te ver. Já lá vão cinco anos. Cinco anos e todos os 1825 dias foram passados a amar-te a toda a velocidade, como característica tua deste o primeiro grito que deste ao mundo, sem qualquer medo de me "espetar" na primeira curva. Contigo sinto-me uma mãe bólide, aquela que arranca, preparada para correr todos os dias e, com a velocidade de um raio, para cumprir com todas as obrigações do nosso amor. Uma campeã imbatível e a primeira a ver a bandeira axadrezada, a cortar a meta e a subir ao pódio, dia após dia, erguendo no meu peito a taça das mães vitoriosas onde, lá dentro, bate o meu coração veloz como um meteoro de massa muito brilhante que corre inclusivamente no espaço sideral.
Parabéns meu amor... meu Tato!

PARIR PELA TERCEIRA VEZ - CARTA A FAMILIARES E AMIGOS
Queridos familiares e amigos,
Como sabem o António está quase a nascer. Fiquem tranquilos, serão informados quando chegar a hora.
A mamã e o bebé vão estar na MAC (Maternidade Alfredo da Costa) e apesar do cansaço, próprios de um parto, não se importam de receber visitas. Aliás, preferimos que as visitas sejam na maternidade.
No entanto há algumas regras que gostávamos MUITO que respeitassem:
- Se estiverem doentes, constipados, engripados, com alergias, viroses,... não venham. Uma pequena infecção para um adulto poderá ser uma infecção grave num recém-nascido.
- O tempo de visita deve ser curto. Dizer um olá, ver o bebé e dois dedos de conversa são suficientes. Até porque o horário é reduzido (das 14:30h até às 18:00h), só podem entrar duas pessoas de cada vez e há que dar lugar a todos.
- Não devem fumar, trazer perfume ou flores. os recém-nascidos são muito sensíveis a odores e estes podem ser prejudiciais.
- É normal que quando chegarem o bebé esteja a mamar ou a dormir. Um recém-nascido dorme cerca de 18h e as restantes são para mamar. O pequeno está a dormir na altura da visita? Não, ninguém vai acordar o bebé. Está a mamar? Sim, vão haver mamas à mostra e leite a escorrer pelos mamilos (eu e mais sete). Se a amamentação é algo que vos incomoda também não precisam de vir. Tranquilo.
- Dispensamos comentários e palpites sobre faz isto ou aquilo, não é assim, é assado, já criei não sei quantos, o bebé tem frio ou calor, quer mamar ou não quer mamar,.... quem andou para aí a ler a enciclopédia 4974 vezes de "como cuidar dos filhos dos outros". Agradecemos a vossa preocupação mas serem "treinadores de bancada" sem que vos seja solicitada ajuda é simplesmente irritante.
- O bebé não vai ser "oferecido" para andarem a pegar ao colo, beijar, fazer festinhas, mexer,... não façam este tipo de pedidos. Se não conseguirem resistir aconselhamos a que adquiram um modelo semelhante de bebés que existem nas grandes superfícies comerciais e lojas específicas (por exemplo continente, toysUrs, imaginarium ) e que se chamam nenucos e outros que tais.
- Fotografias? Sim, são permitidas. Perguntem à mãe. Mas fica já a informação que está fora de questão o uso de flash, pois pode alterar a visão do bebé.
- Não se esqueçam que nesta família existem mais duas crianças (a Leonor e o Afonso). Sabemos que o nascimento do António é a novidade e há sempre uma grande tendência para falar sobre isso aos miúdos. Agradecemos que não os "bombardeiem" com perguntas e conversas sobre o bebé. Isso só vai fazê-los sentirem-se em segundo plano e que o bebé lhes veio "roubar" o lugar. Quando estiverem com a Leonor e o Afonso interessem-se apenas por eles e pelas suas coisas.
- Como sabem no primeiro mês não recebemos visitas em casa. Mãe e bebé vão estar a adaptar-se à nova fase (amamentação, sono, rotinas,...) que traz sempre um cansaço acrescido.
- Depois de um parto é normal a alteração hormonal da mãe - mais conhecida por baby blues- um período em que a mãe fica mais sensível, melancólica, triste,... Irritabilidade e choro fácil são comuns. É um momento chato e que precisa de alguma atenção, sob pena de poder descambar para algo pior - depressão pós-parto. Por isso, toda a compreensão, apoio e ajuda são necessárias.
- Querem realmente ajudar? Podem começar por respeitar os pontos acima mencionados.
Qualquer dúvida, informação, reclamação,... perguntem e/ou liguem para o pai.
Beijos mil
Olga Reis
ANTÓNIO - O OBEDIENTE
Já estou a perder o rolhão mucoso desde a semana passada. A obstetra, depois de me examinar, disse que o parto estava iminente.
"Pedi" ao meu António para que aguentasse cá dentro, pelo menos, mais uma semana para tratar de tudo o que me faltava - preparar o quarto, a roupa, a mala de maternidade (que só foi feita hoje), a sessão fotográfica e conseguir ir ao babyshower que as amigas organizaram.
Confesso que nesta gravidez deixei tudo para o fim. Não sei se por ser o relaxamento de uma terceira gravidez ou se pela perseguição constante deste pensamento de última gravidez aliado a uma angústia de não querer abandonar esta minha condição física que tanto adoro. Sim, muito provavelmente, ambas.
Se tenho curiosidade em conhecer este meu menino? Claro que sim! mas a simbiose que vivo por o ter cá, por ser só meu, por o não partilhar e só eu o sentir (chamem-me egoísta) satisfaz e apazigua esse interesse físico que, verdade seja dita, já está para muito breve.
Sinto as velhacas das hormonas a prepararem-se para o tal blues puerperal. Juro que as sinto! Algumas já se manifestam com a irritabilidade e o choro fácil.
O António tem sido um doce. Um bonzinho. Lá se aguentou e fez-me as vontades todas. Já não posso "exigir" mais. Que a partir de agora seja feita a sua vontade.

MÃAAEEE... TIVE UM SONHO MAU! - AS CRIANÇAS E OS PESADELOS
A ocorrência de pesadelos nas crianças é um problema que preocupa com alguma frequência os pais. O pequeno acorda assustado, muitas vezes a chorar e lembra-se do que sonhou.
As crianças começam a ter sonhos simbólicos por volta dos dois anos e, normalmente, só começam a relatá-los por volta dos três. Mesmo nesta idade podem não ser capazes de distinguir com facilidade o sonho da realidade, mas conseguem denunciar algum conteúdo do sonho. Aos cinco anos serão capazes de entender que tiveram um pesadelo ao acordar, embora ainda sintam os efeitos do sonho por mais algum tempo depois de terem despertado.
Os pesadelos são sonhos assustadores que geralmente são o reflexo de conflitos emocionais das crianças e que estão particularmente relacionados com as etapas de desenvolvimento. Por exemplo, as crianças que estão a “trabalhar” a angústia de separação podem ter sonhos sobre a perda dos pais, não ser capaz de vê-los ou não ter acesso físico a eles. Os que estão a deixar as fraldas ou a aprender a utilizar o penico podem ter sonhos que simbolicamente refletem a deceção dos pais, ou uma perda de aprovação e amor, podendo intensificar-se se a criança está a ter alguma dificuldade em controlar os descuidos e aos olhos dos pais é mal sucedido. Entre os três e os seis anos, há uma onda de pesadelos provocados por dois aspectos particulares do desenvolvimento emocional: a consciência de impulsos agressivos e impulsos sexuais. Atenção! eu disse "consciência", isto porque, as crianças exibem comportamentos agressivos antes dos três anos, mas não têm consciência de que essa agressão vem de dentro delas, o que só acontece algum tempo depois dos três.
O aumento da consciência anda de mãos dadas com o desenvolvimento de um auto-conceito que está cristalizado em torno do mesmo tempo. Como as crianças se tornam conscientes de si mesmas como seres individuais com a sua própria vida emocional, também se vão familiarizando com as próprias emoções negativas, como a raiva, o ciúme, a inveja, etc... E, neste sentido, os pesadelos servem um propósito em particular na relação dos impulsos agressivos - eles permitem que a criança projecte no sonho a intensidade das emoções que o oprimem. O monstro não é nada mais nada menos que uma representação de impulsos agressivos da criança.
Nos impulsos sexuais é um pouco diferente. Por volta dos cinco anos, as crianças tornam-se muito conscientes das diferenças de gênero. Por um lado, percebem que são um menino ou uma menina e começam a fazer as identificações com o mesmo sexo, por outro lado, podem sentir alguma atração pelo sexo oposto, que no princípio é visível nas suas relações com os pais, em que os meninos falam sobre crescer e casar com a mãe, colocando o pai de lado e as meninas tendem a namoriscar com o pai, vestir-se para ele, enfeitar-se na frente dele, dizer que o pai é o príncipe, enquanto a mãe está excluída. Os pesadelos relacionados com esta etapa de desenvolvimento são normalmente chamados de pesadelos edipianos e giram em torno do conflito de alternância de querer substituir o pai do mesmo sexo aos olhos do outro progenitor e a culpa por ter tais sentimentos. Às vezes os sonhos refletem o medo da criança ou do reconhecimento de que o progenitor a quem ela deseja substituir é maior, mais forte e mais poderoso e, finalmente, capaz de vencer a batalha. Mais uma vez, a representação do sonho poderoso em forma de monstros, criaturas gigantescas e enormes servem o propósito de actuar em função dos conflitos da criança.
Deixo aqui algumas sugestões, no sentido de ajudar os pequenos (e pais) a lidar com os pesadelos:
O importante para os pais é reconhecer que a maioria destes pesadelos são normais e passam com o tempo, por volta dos sete/oito anos de idade, não havendo por isso razão para grandes preocupações. No entanto se estes se tornarem muito frequentes e impedirem de uma forma sistemática que a criança repouse poderá ser importante consultar um especialista.
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